09 março 2010

Fatiota à medida

O TGV tornou-se, sem dúvida alguma, num verdadeiro fato à medida para o regime ... perdão, queria dizer, governo do PS.
Antes do PEC, o TGV era um fato de medida XXL, capaz de alavancar a ecónomia nacional e guindar-nos rumo à recuperação. Agora, aparece o PEC e o TGV vê-se cortado em 2 dos seus 3 membros, assumindo automaticamente uma medida XXS.
Dantes era bom para a economia; agora, precisa de ser adiado a bem da mesma economia. Fantástico, sim senhor !



13 comentários:

Fenix disse...

Se os políticos, o governo e o povo em geral estivessem em sintonia, para "todos juntos", fazerem sair o país da crise, a questão do TGV era tratada com seriedade, sendo que deveria haver uma exposição "séria" ao país, da relação custos/benefício (mas de forma a que TODOS ficassem elucidados) e depois referendarem a nível nacional, sobre o assunto... pois quem paga a crise e que hipoteca o futuro das próximas gerações tem o direito e o dever cívico de ter uma palavra a dizer. É assim que eu entendo a Democracia...

Ferreira-Pinto disse...

Como sou um acérrimo defensor da não necessidade de qualquer ligação de TGV entre Porto e Vigo, e como acho que mais valia porem a Linha do Norte a funcionar como deve ser para os pendulares, o adiamento da obra para mim é como música nos ouvidos especialmente se daqui a dois anos voltar a deslizar para as calendas gregas!
De qualquer modo, convinha que o que "antes era verdade e agora é mentira" deixa-se de vigorar na política lusa!

O Guardião disse...

Não é só no TGV que a mentira teve perna curta e de necessário se passa a dispensável. Com os impostos é o mesmo, não há aumentos, apenas se limitam os abatimentos, mesmo sabendo que se vão fazer congelamentos. Até fiquei sem saber, porque alegaram justiça fiscal, se os tectos das deduções irião ou não atingir os funcionários públicos.
Não pode valer tudo na política. Os Aldrabões devem ser punidos.
Cumps

Pensador disse...

Já devidamente registrado para seguir, ainda que eu não tenha comentado com a frequência merecida...

Ferreira-Pinto disse...

Caro PENSADOR mais que a frequência do comentário, o que nos importa é que nos acompanhe!

Eduardo Miguel Pereira disse...

Cara Fénix, quanto à exposição "séria" ao país, seja ela motivada pelo TGV, ou por qualquer outro assunto de importância relevante ao país, não posso estar mais de acordo.
Já quanto aos referendos, confesso alguma "alergia" da minha parte. Sabe, é que muitas das vezes os governos usam os referendos como forma de desresponsabilização do acto de governação, e eu quando lá ponho a cruzinha no boletim de voto, faço-o de forma a delegar naquela gente a responsabilidade de gerirem o meu país.
Entendo, e aceito o referendo, apenas em matérias muitos, mas mesmo muito sensitivas e sob circunstâncias muito específicas, caso contrário, srs. políticos façam lá o vosso papel, e nós cá estaremos para vos julgar nas próxima eleições.

Eduardo Miguel Pereira disse...

Absolutamente de acordo contigo FP.

Eduardo Miguel Pereira disse...

Pois é Guardião, há que puni-los ... pelo voto !
Pelo votos meus amigos, pelo voto !

Eduardo Miguel Pereira disse...

PENSADOR, malta que pense é sempre bem vinda aqui ao nosso espaço.
Entre, acomoda-se e diga de sua justiça.

Paulo Lobato disse...

Eduardo, não há muito a dizer acerca deste tipo de reviravolta; mas vale a pena relembrar que também os subscritores dos manifestos a favor do investimento público - a qualquer custo - deixaram de se manifestar há algum tempo.
Parece que afinal o endividamento até tem importância.

Daniel Santos disse...

fica apenas o facto de o corte ser só para o Norte.

Eduardo Miguel Pereira disse...

Paulo, eu sou um perfeito leigo em termos de ecónomia, mas sei o suficiente para entender que o endividamento controlado, pode até ser, em determinados momentos, um meio para uma determinada solução.
Mas um endividamentos descontrolado, crescente e constante como o nosso ...
Isto tinha de rebentar.

Eduardo Miguel Pereira disse...

Daniel, quanto ao corte, tenho pena que não tenha sido total, de Norte a Sul.
O que nós precisavamos era de melhorar a nossa rede ferroviária de Norte a Sul, apostar na bitola Europeia, e daqui por uns anos, se se justificasse, então sim, avançar para a Alta Velocidade.