07 abril 2010

Portugal assim, não tem futuro !

Num país mergulhado numa crise sem precedentes, como aqui se pode constatar, um dos cenários que deveria servir de estímulo e de esperança para o futuro, era precisamente o do fortalecimento da formação e educação dos jovens.
No entanto, e como é do conhecimento geral, Portugal apresenta no sector do Ensino uma das maiores lacunas na sua sociedade actual. Quase diariamente somos confrontados com situações de Bullying nas nossas Escolas, ou com atropelos básicos às regras comportamentais que deveriam nortear a vivencia dos alunos na Escola, como aqui se pode constatar.
Perante isto,
somando ao cenário actual a clara e evidente incapacidade de formar novas gerações com qualidade para elevar os níveis de civismo e de produtividade do país, o que nos espera é um cada vez maior afundamento em constantes cenários de crise e uma aproximação certa a um terceiro-mundismo inigualável no cenário dos Países da UE.

Soluções ?

Várias, desde logo uma total remodelação no Sistema de Ensino, e na formação dos Professores. A classe docente perde credibilidade quando é sabido que na maioria dos casos vai para o Ensino quem não conseguiu emprego na área onde se licenciou. Ou seja, aqueles que, por ventura, menor qualidade apresentam à saída das Universidades.
Depois, terá de haver um endurecimento significativo das penas (legais) a aplicar, tanto aos alunos como aos seus Encarregados de Educação. Desta forma educam-se os primeiros a respeitar a Escola e os seus Professores, o que constitui um primeiro passo para o civismo que se exige e para a sua correcta formação, e responsabilizam-se os segundos na educação e formação moral dos seus filhos, que é da sua responsabilidade e não da Escola.

Só partindo daqui se poderá construir um país diferente, para melhor, no futuro.

7 comentários:

Ferreira-Pinto disse...

Subscrevo integralmente.
Começaria por reforçar a autoridade dos professores na sala de aula, por exemplo.
Mas também só deixaria aceder à profissão quem realmente tivesse vocação e soubesse o que lá anda a fazer, assim só por causa das coisas. É que de pequenos tiranetes e incompetentes está a escola cheia!

Depois, sempre que houvesse bernarda da grossa armada na escola marchavam os pais. Eu sei que se calhar é reaccionário, mas ponha-os com um colete a dizer qualquer coisa tipo "SERVIÇO COMUNITÁRIO - FILHO ABUSADOR" a limpar bermas na freguesia onde morasse ou a prestar serviço na escola: pintar paredes, limpar quartos de banho ...

E aos jovens petizes que cresceram a ouvir que mandam em tudo e todos, dava-lhes da mesma dose. Vai sendo tempo da malta poder chumbar e no fim do ano em vez de irem passar férias ao Algarve ou para fora, ficavam cá dentro a, também eles, trabalhar na limpeza de matas.

Já agora, Eduardo, como sou um moço bem comportado e as minhas filhas també, toma-me conta disto que daqui a pouco rumo até Âncora onde vou passar o resto do "jour" a andar de bicicleta a apanhar ar do mar nas trombas!

Eduardo Miguel Pereira disse...

Ó meu bom amigo FP, vai lá descansadinho. Estás bem melhor que eu, que estou "preso" em casa com uma crise ciática que mal me deixa mexer os dedinhos no teclado.
Estou aqui que só eu sei, carago !
PDI e excesso de peso, dão nisto !

Pensador disse...

Não se preocupem. Aqui do outro lado do Atlântico, a situação não é melhor. Pelo contrário. A profissão de professor está entre as mais mal-pagas do país.
Em 2008 foi sancionada lei que instituiu o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo, 40 (quarenta) horas semanais. O piso inicial era de 950 reais (cerca de 400 euros, em valores de hoje). Até hoje a lei não está sendo aplicada. 60% dos professores recebem salários inferiores a 180 euros. Um professor tem entre 30 e 40 alunos em sala, normalmente sem assistentes. É fácil imaginar a qualidade da educação dada aos alunos.
Para mim, a explicação deste absurdo é simples: um povo sem educação não questiona, não reclama, aceita tudo que lhe é dito e, principalmente, não renova os políticos que estão no poder.

Celina disse...

Eu estudo no Colégio La Salle e orgulho-me imenso disso. Claro que não é tudo um mar de rosas, há-de tudo, mas a escola está formatada para suprimir situações de bullyng e outros problemas. Adoro os meus professores: (na sua maioria) sabem aproximar-se mantendo as distâncias e isso faz toda a diferença. Claro que só temos 500 e poucos alunos mas... os valores que nos transmitem estão na base desta enorme família lassalista :D VALORES! EDUCAÇÃO! Ai dar as mãos e ser mundo! Esta esperança eterna num mundo melhor será só da idade? =J

Boas Férias, FP!!! :D

Tite disse...

Eduardo,

Para este peditório já dei e disse tudo o que pensava o que, nalguns casos, já me valeu algumas inimizades.

Que alguma coisa tem que ser feita não há dúvida. O quê e quem é o vai fazer que ainda não consigo vislumbrar.

Abraços

Tite disse...

Eduardo,

Para este peditório já dei e disse tudo o que pensava o que, nalguns casos, já me valeu algumas inimizades.

Que alguma coisa tem que ser feita não há dúvida. O quê e quem é o vai fazer que ainda não consigo vislumbrar.

Abraços

Tite disse...

Eduardo,

Para este peditório já dei e disse tudo o que pensava o que, nalguns casos, já me valeu algumas inimizades.

Que alguma coisa tem que ser feita não há dúvida. O quê e quem é o vai fazer que ainda não consigo vislumbrar.

Abraços