30 março 2010

Cábulas !

Eu de Economia não percebo nada. Ou melhor, da teoria económica não percebo nada, a não ser o pouco que me ficou duma cadeira com esse nome na Faculdade, mas onde cabulei como gente grande e consequentemente pouco aprendi.
Já da parte prática, desculpem lá

, eu sou um chefe de família Português há mais de 15 anos, que sempre trabalhou por conta doutrem e onde nunca faltou nada em casa, portanto, como hão de convir, tenho algum direito e saber para poder falar de questões económicas, certo ?
Assim sendo, e tendo em conta o que já li do PEC, chego à conclusão que o Sr. Dr. Teixeira dos Santos e o seu chefe, um tal de Engº José Sócrates, devem ter cabulado ainda mais que eu na Faculdade, quando a cadeira era a tal de Economia.
Só pode, porque se eles levaram tanto tempo a preparar uma coisa que deveria, segundo o nome, servir para aumentar a estabilidade económica do País e promover o seu crescimento, então, como é que eles explicam que para o fazer se vão desfazer de algumas, das poucas empresas Estatais que ainda geram grandes volumes de lucros, como são os casos da EDP e da REN ?
Seus marotos ! vocês ainda cabularam mais que aqui o Eduardinho. Vá, vão lá para a Faculdadezinha outra vez para ver se estudam essa tal coisa da Economia em condições. Olhem que eu cabulei, porque na altura o tempo para estudar era nenhum, sabem porquê ?
Porque trabalhava que nem um doido durante o dia, andava na Faculdade à noite e ainda tinha que gerir o meu orçamento familiar porque, a dada altura já era casado e Pai do meu querido filho. Sabem, é que em Portugal, muitas das vezes tem de ser assim, porque somos governados por um bando de fihos da puta de uns cábulas que nos obrigam a ser a todos e de forma precoce, Economistas.

11 comentários:

Ferreira-Pinto disse...

Menino Eduardo então?
Isso são lá modos de se dirigir a tão ilustres filhos da Nação?
Não sabe o menino que manda quem pode, obedece quem deve?
Ora, quem manda? O capital; quem paga as campanhas? O capital!
Até a RTP1 a ser privatizada primeiro terá de ficar com as contas direitas; traduzido em míudos: paga Zé da Chipa!

Eduardo Miguel Pereira disse...

Ah pois paga, aliás, paga sempre. Agora não venham é pedir que cale e não bufe. Isso é que não, que eu sempre fui moço de fazer muito barulho.
E já diz o ditado "quem diz a verdade não merece castigo".

Ferreira-Pinto disse...

Eduardo a foto não aparece ... penso eu de que!

António de Almeida disse...

eu sou um chefe de família Português há mais de 15 anos,

-Tem a certeza do que escreve? Não acredito que as senhoras que visitam o blogue deixem passar esta, a figura do chefe de família foi extinta há pelo menos 3 décadas...

se vão desfazer de algumas, das poucas empresas Estatais que ainda geram grandes volumes de lucros, como são os casos da EDP e da REN ?

-Certamente não desconhece que irá ser apenas alienado parte do capital, o restante já se encontra nas mão de privados. Poderemos discutir até que montante pode o Estado alienar, se deve ou não manter o controlo accionista das empresas, seja através dessa aberração chamada golden share ou mantendo parte do capital na sua posse, porque a totalidade há muito que não detém. A meu ver nem precisa no caso da EDP, o mercado da distribuição deve ser totalmente liberalizado, no caso da REN não tenho uma opinião fechada, pelo perigo do aparecimento de monopólio, com a habitual falha na regulação, no caso a ERSE. De resto sou totalmente a favor das privatizações, que apenas pecam por tardias, nunca deveriam era ter sido nacionalizadas em 1975, durante o PREC de má memória...

Eduardo Miguel Pereira disse...

FP, assim já aparece, ou não ?

Eduardo Miguel Pereira disse...

Caro António de Almeida eu não sou a favor de privatizações que visem apenas alcançar os valores do défice a que a UE nos obriga para 2013.
Estas não são privatizações que visem a Estabilidade e o Crescimento sustentado do País para o futuro a médio e a longo prazo. Estas privatizações visam sobretudo permitir que este Governo alcance os números exigidos pela UE e "empurram com a barriga" o verdadeiro problema económico do País.
É a velha máxima "quem vier atrás que feche a porta".

Quanto ao chefe de família ... nos moldes antigos de que o homem é que manda, de facto não sou, mas acho que as senhoras que aqui vêem já me conhecem um bocadinho e desculparão o termo. Mas fica o agradecimento pela chamada de atenção.

Ferreira-Pinto disse...

Eduardo, com uma cábula daquelas e tu a mandar vir?

PQ disse...

Confesso que, a fazer fé na imagem, a parte prática tem outro interesse.

Pensador disse...

Neste quesito, aparentemente estamos bem mais desenvolvidos que os irmãos portugueses. Afinal, o festival de privatizações por aqui ocorreu entre 10 e 15 anos atrás.
Para facilitar aos queridos amigos a compreensão do processo, e o necessário preparo, vou procurar ser didático, dividindo-o em passos:
Primeiro, mistura-se numa vala comum, todas as empresas, as que dão lucro e as que dão prejuízo. Apenas aqueles que intere$$am e$tratégicamente por alguns cargos para amigos ficam de fora.
Em seguida, é necessário justificar-se as privatizações. Assim, cria-se prejuízos para as que um dia foram lucrativas. Consta-me que, à época de sua privatização, o sistema de siderúrgicas brasileiro vendia o aço a 60% do custo de produção.
O próximo passo é promover leilões aos grupos interessados. Claro, antes mesmo do leilão ocorrer já se sabe qual grupo irá arrematar, pelo preço mínimo ou bem perto dele.
Finalmente, despeja-se o dinheiro da venda em algum buraco negro como "dívida interna", "amortização de reservas" ou algum outro nome que o populacho não compreenda. E deixa-se a conta para todos pagarem.

Eduardo Miguel Pereira disse...

Pensador, nesta matéria estaremos com certeza com atraso, mas pelos vistos estamos (estarão os nossos "queridos" governantes) fortemente empenhados em diminui-lo ou mesmo eliminá-lo o quanto antes.

Pensador disse...

Eduardo, na posição de quem já passou pelo processo, só me resta esperar que neste quesito os seus governantes sejam bastante ineficientes. E o processo possa ao menos demorar o suficiente para vocês prepararem os bolsos...