20 março 2010

Inquietudes de uma crise hemorroidal

Quem mexeu no meu esterno- cleido-mastoideu? Quando alguém se estica em demasia para se fazer notar, geralmente apanha umas torcidas no dito cujo, vulgo, pescoço. Em Francês é outra coisa. Então quando certas pessoas abrem a boca e tocam no sítio certo, é meio caminho andado para abertura de fístulas lá no sim senhor. Uma retórica enferma portanto.
Marinho Pinto tantas vezes criticado, tem o condão de nos continuar a surpreender. Desta vez acertou em cheio, ou talvez não, mas o bastante para colocar em sentido todos os senhores Advogados com assento Parlamentar.
O bastonário da Ordem dos Advogados, exigiu ontem a revogação da norma que permite aos advogados acumularem funções com as de deputados, de forma a evitar que produzam leis à medida dos seus clientes. A desconfiança já existia, mas desta vez saiu bem reforçada. Dou-lhe toda a razão, não pondo em causa a honorabilidade de boa parte, não excluo a falta de integridade de alguns, os mais afoitos. As leis estão mal feitas? Bem, depende do ponto de vista e do lado da barricada…! Uma coisa é certa, as vozes incómodas tendem a ganhar bastantes anti-corpos…um bom desafio para as farmacêuticas.

12 comentários:

Fernando Teixeira disse...

É amigo Quintino, você está renovado.
é realmente e ao que parece, os poliqueiros, de hoje, da nossa praça, sofrem do mastrodeu. Que coisa esquesita. Falam, são uns incapazes de produzir laranjas saudáveis, exploram as situações de de quem quer governar, continuam em campanha e só falta fazer umas sanduiches de Pico de Pato. Agora fazem assim; Cala a boca batistas!

Fernando Teixeira disse...

Quis dizer "Bico de Pato" calado.

Rui Figueiredo Vieira disse...

Sofrem...é de se andarem sempre a virar na procura de tacho!!! :-) abraço

Ferreira-Pinto disse...

Não que eles são tolos, Rui Figueiredo?
Olha o Aguiar Branco ou o escritório dele ali com um ajuste directo "maneirinho" com a Parque Escolar ...
Ou o Vitorino que nem ...ode nem sai de cima, mas anda sempre com um pé fora e outro dentro!

Amigo Teixeira eu andar renovado, ando mas aqui a prosa não é minha. O seu a seu dono!

Rui Figueiredo Vieira disse...

:-) Agora é que disseste tudo… Pois é…O Amigo Aguiar Branco, tem cá uma fama no Porto…! Bem, mas não é o único. Já sabemos como é que as coisas funcionam, ainda por cima o valor até ao qual é permitido ajuste directo é muito alto. Quem se ficam sempre a rir são os amigos, e olha que não param de crescer.

Fernando Teixeira disse...

Claro Quintino, só depois de dar o meu palpite verifiquei o autor. Espero que o amigo Rui não vire as costas, não reparei. Por isso é que disse; Está renovado...

Tite disse...

Eu também admiro o Marinho Pinto e a sua frontalidade.
Veja-se, no entanto, os inimigos que ele tem criado desde que chegou a Bastonário da Ordem... e o descrédito a que o votam os seus pares.
Infelizmente é a ética e a moral com que temos que viver agora que a Justiça se intromete em tudo o que se lhes opõe.
Prevejo que assim... não iremos longe!

Eduardo Miguel Pereira disse...

Quanto à personagem do Marinho Pinto, confesso que não nutro especial simpatia por ele. Dá uma no cravo, outra na ferradura, e (ainda) não consigo acreditar naquela postura de politicamente incorrecto. Cheira-me a ... show-off !
Quanto à medida em si, e apesar de ser um leigo em matérias legais, parece-me bastante acertada e merecedora do meu respeito.

Rui Figueiredo Vieira disse...

Força aí Fernando!!!!

Rui Figueiredo Vieira disse...

Tite...já não vamos é a lado nenhum... Para mim a Justiça padece de um só problema, os holofotes da ribalta!

Rui Figueiredo Vieira disse...

Eduardo aí é que está o problema, é camaras de televisão a mais amigo. Se não se dão ao respeito como é que podem ser respeitados???

Pensador disse...

Pelas bandas de cá, infelizmente o problema resolveu-se de maneira diversa: dificilmente aqueles que embarcam em uma carreira parlamentar voltam a exercer a função anterior, uma vez que o povo os reelege e continuarem comno políticos compen$a muito mais.
Mas não deixa de me agradar uma medida no sentido de evitar o acúmulo de profissões afins. Evitá-lo é algo eticamente saudável que se faça...