19 março 2010

publico

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Sempre em inovação este jornal de referência. A FNAC em grande destaque na 1ª página ou de como a publicidade vira notícia quando a SONAE faz downgrade nos seus projectos jornalísticos. As dificuldades económicas de o Sol e o aperto orçamental de o Publico cavalgaram a técnica da telenovela como forma de sobreviver. Como prejudicado temos o público mas esse já entendeu que não vale a pena comprar jornais e pelo andar da carruagem também já aprendeu a distinguir a notícia da campanha de marketing.

8 comentários:

Ferreira-Pinto disse...

É uma técnica que permite uma injecção financeira considerável e que nos tempos que correm poucos jornais desdenhariam alcançar.

Pior que o anúncio de primeira página, é a opção de dar a última ao mesmo; quando, hoje de manhã, folheava o jornal e lá cheguei, pensava que era lixo (que é) e ia deitar fora a dita última posto que imaginei que tinham feito uma espécie de embrulho ao jornal ...

Confesso que compro de segunda a sexta o Público por uma questão de hábito de leitura, porquanto nenhum dos outros diários me satisfaz; mas já lhe conheci muito melhores dias!

PQ disse...

Confesso que já não folheio um jornal há uns anitos e quanto a revistas, por vezes lá vai a Visão mas também é cada vez mais raro. A Internet permite consultar varias fontes e dá uma panorâmica mais precisa, aliás, tenho de confessar (não com orgulho) que cada vez me é mais difícil escrever com lapiseira.

António de Almeida disse...

Com o advento da informaçao online os jornais perderam compradores, não confundir com tiragem, muitos são distribuidos mas não pagos a preço de capa. Vivemos uma era de transição para algo que ainda não sabemos bem o que será, não devemos ficar admirados com experiências que nos venham a surgir e que há poucos anos atrás diríamos serem impensáveis...

PQ disse...

O admirável mundo novo.

Eduardo Miguel Pereira disse...

À conta da Internet e das edições online, acaba por já ser raro eu comprar um jornal.
Mas a comprovar que os jornais ou revistas estão muito "fraquinhos" está o facto de que compro mensalmente a Sport Life e o sacana do perimetro abdominal nem assim diminui !!! será que é preciso fazer os exercícios que eles lá indicam ? é que eu pensava que bastava ler ...

PQ disse...

Meu caro Eduardo, o perímetro abdominal não se compraz com intenções piedosas :)

Pensador disse...

A inserção de textos publicitários na forma de notícia não é nenhuma novidade nos meios de comunicação, e sempre foi uma fonte, se não de recursos, ao menos de material para "encher espaço". Mas eu percebo que o rumo da discussão que temos por aqui é a mudança na importância dos jornais impressos em nosso mundo.
Eu acho que mudanças são inevitáveis, muitas vezes dolorosas, mas que é possível conviver com elas, se não houver obstinação. Já muito antes da internet, os jornais impressos perdiam em agilidade para o rádio e a televisão, mas compensaram com uma análise mais profunda dos fatos. Infelizmente, hoje, a pressa generalizada da informação online tem atropelado todas as outras mídias, e mesmo os jornais impressos acabaram sacrificando esta característica de análise mais aprofundada em favor de uma "rapidez" que não condiz com seu formato.
Algumas coisas não perderam sua razão de ser com a internet. Eu gosto muito mais de folhear um livro em papel do que ler o mesmo texto online. Mas outras, precisam urgente se repensar, se quiserem sobreviver.

PQ disse...

Meu caro Pensador, estamos de acordo. No entanto a principal vantagem do consumidor quando recorre ao digital é a diversificação das fontes e o facto de poder confrontar várias versões do mesmo facto e ao mesmo tempo ajuizar das razões profundas que levam diferentes órgãos de informação a por o foco sobre este ou aquele fenómeno social ou politico.