29 março 2010

O massacre dos peões!

É evidente que o desconhecimento das circunstâncias é relevante, mas quando se lê que desde o início do mês foram atropeladas diariamente mais de dez pessoas fica-se com uma sensação esquisita! Pessoalmente pensei logo na falta de civismo que campeia, sendo que o que se passa nas estradas é apenas um reflexo do resto.
Penso, por exemplo, nos automobilistas que não respeitam o sinal vermelho, não param no STOP, estacionam em cima das passadeiras, passam a 100 onde só podem andar a 50. Contudo, se a polícia actua anda na caça à multa; a desorganização do sistema permite que muitas destas prescrevam; e nas outras pagam os palermas e os finos riem.

10 comentários:

pedro oliveira disse...

Vi na TV a semana passada que numa localidade qualquer que há uma estrada onde há imensos atropelamentos, mostraram imagens e não se via um passeio nem lombas antes das passadeiras, isto misturado com o civismo tuga, só pode dar mortes.Onde estão os Homens que estudam estas coisas da sinistralidade e suas causas?
abr

Eduardo Miguel Pereira disse...

E a juntar à falta de civismo dos condutores há que juntar também a falta de civismo dos próprios peões que, vezes sem conta, atravessam ruas e avenidas onde lhes dá mais jeito, quando as passadeiras estão ali a menos de 50m, ou que não respeitam os semáforos para os peões, ou que, mesmo tendo passeio andam na beira da estrada e deixam o passeio vazio, etc. etc. etc.

António de Almeida disse...

Mas também deve pensar nos peões, e peões somos todos, automobilistas ou não, que atravessam fora das passadeiras, por vezes de forma inacreditável. Numa artéria de Lisboa que conheço bem, daquelas com 2 faixas em cada sentido, com separador central, já ocorreram alguns atropelamentos, o limite até é 50 com radar, é certo que muitos excedem ali o limite, mas não é menos certo que várias pessoas preferem arriscar atravessando que utilizar a passagem aérea para peões, porque vão carregados, têm de subir, etc, etc... Quantos peões imagina o meu amigo que já foram multados? Pois é!!!

Ferreira-Pinto disse...

Claro está, caro pedro oliveira, que ao tradicional esquecimento do que é civismo devemos juntar coisas como falta de passeios, semáforos avariados e afins!
Ou, ainda pior, zonas onde há passeios e as pessoas insistem em circular fora deles.

Ferreira-Pinto disse...

Nem mais Eduardo; eu, por acaso, carreguei mais nas tintas para um lado porque um tipo que tem um volante nas mãos é quase como um "kamikaze" que se atira contra um barco a remos.
Mas reconheço e sei bem que há peões que exageram e abusam.

Ferreira-Pinto disse...

Claro que penso António de Almeida.
Sei que, como leitor atento que é, notou que abri dizendo que o desconhecimento das circunstâncias é relevante, que campeia a falta de civismo e, depois, quando me atirei a alguns factos, usei o "por exemplo".

Rui Figueiredo Vieira disse...

Para mim tudo se resume á falta de civismo dos peões, atiram-se para a frente e os carros que se deviem...depois...claro tem de acontecer.

Ferreira-Pinto disse...

Olha que nalguns casos, Rui Figueiredo, acertaste em cheio. Quer dizer, acertas tu e acerta o ... carro!

Rosa disse...

Acabo de ler no JN que mais de 600 atropelamentos que provocaram oito mortos foram registados desde o início do ano pela PSP, que realiza até Maio uma operação nacional para diminuir o número de atropelamentos.
Segundo a PSP, entre Janeiro e Março registaram-se 636 atropelamentos, tendo o maior número acontecido ao longo deste mês (216), apesar de não se ter verificado qualquer vítima mortal. Em Janeiro ocorreram 208 atropelamentos que provocaram três mortos, número que sobe para cinco em Fevereiro, quando a PSP dá conta de 212 atropelamentos.
Para inverter a tendência de aumento do número de atropelamentos, que só no último ano provocaram um aumento de quase 36% de vítimas mortais relativamente a 2008, a PSP realiza desde 1 de Março a operação "Pela vida, trave!", que se vai prolongar até ao fim de Maio.
Num primeiro balanço, a PSP refere que nas três primeiras semanas da operação foram realizadas 996 acções, das quais resultaram em 2705 autos.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) detectou também 199 condutores que desrespeitaram o sinal vermelho, 16 que não pararam no stop, 115 que não cederam passagem aos peões e 368 que estacionaram nas passadeiras.
Foram ainda detectados 1215 condutores que estacionaram o carro nos passeios ou em outros locais destinados à circulação de peões.
A PSP destaca "pela positiva" o facto de Março não ter tido qualquer vítima mortal por atropelamento, embora o número de atropelamentos e suas consequências quanto a feridos graves terem aumentado.
Segundo a PSP, 17 pessoas ficaram gravemente feridas em consequência de atropelamentos em Janeiro, número que desce em Fevereiro para oito e volta a subir para 20 em Março.
Na operação da PSP "Pela vida, trave!", elementos policiais à civil ou em viaturas descaracterizas, que normalmente não são usadas no âmbito de fiscalizações de trânsito, estão em locais estratégicos para controlar as infracções rodoviárias.
Segundo a Polícia, os agentes dão especial relevância ao desrespeito pelos semáforos e sinais de stop, excesso de velocidade dentro das áreas urbanas e utilização da passadeira, tanto pelo condutor, como pelo peão.
Desde 1 de Março que tem sido "aumentada a acção repressiva" da PSP, daí a colocação de brigadas à civil para controlar o comportamento dos condutores e peões, ao mesmo tempo que se têm realizado as tradicionais operações de fiscalização de trânsito.
Com esta iniciativa, a Polícia quer diminuir o número de mortos nas áreas urbanas em consequência de atropelamento e mostrar aos condutores e peões que os infractores têm de ser responsabilizados e adoptar comportamentos de civismo.
Desde 2007 que a PSP verifica um aumento do número de mortos por atropelamento. Em 2007, morreram 35 pessoas vítimas de atropelamento, número que aumenta para 39 em 2008, registando-se a maior subida em 2009, quando morreram 53 pessoas.

Ferreira-Pinto disse...

Grato pela deixa, Rosa, que, ainda por cima, veio esclarecer que os peões também estão debaixo de olho da PSP.